A dor no joelho é uma das queixas mais frequentes no consultório ortopédico. Ela pode estar relacionada a sobrecarga, lesões, alterações no alinhamento, desgaste da cartilagem ou doenças como a artrose.
A artrose é uma condição degenerativa que afeta as articulações. Com o passar do tempo, a cartilagem que recobre as extremidades dos ossos pode sofrer desgaste, comprometendo o deslizamento suave da articulação e causando dor, rigidez e limitação dos movimentos.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sinais variam de pessoa para pessoa, mas alguns sintomas merecem atenção:
- Dor que aparece ou aumenta com atividades físicas;
- Rigidez ao acordar ou após longos períodos sentado;
- Inchaço recorrente no joelho;
- Estalos ou sensação de atrito ao movimentar a articulação;
- Dificuldade para subir escadas, agachar, caminhar ou levantar-se;
- Sensação de fraqueza, instabilidade ou travamento.
Esses sintomas não significam automaticamente que a pessoa tenha artrose, mas indicam que uma avaliação especializada pode ser necessária.
Como é feito o tratamento?
O tratamento da dor e da artrose deve ser individualizado. Ele considera idade, nível de atividade, intensidade da dor, exames, grau de desgaste e impacto na rotina do paciente.
Em muitos casos, o cuidado pode envolver fisioterapia, fortalecimento muscular, controle de peso quando indicado, adaptação das atividades e medicamentos prescritos pelo médico. Exercícios de menor impacto, como caminhada orientada, bicicleta e atividades na água, podem ser alternativas adequadas para alguns pacientes.
Em quadros mais avançados, quando os tratamentos conservadores não controlam mais a dor e a limitação funcional, procedimentos cirúrgicos podem ser avaliados pelo ortopedista.
Dor persistente não deve ser normalizada
Conviver com dor frequente não precisa fazer parte da rotina. Quanto antes houver diagnóstico e acompanhamento, maiores são as possibilidades de preservar mobilidade, reduzir sintomas e manter independência nas atividades do dia a dia

